Desenvolvendo 

Vínculo

 Mãe/Bebê 

O desenvolvimento do vínculo mãe-bebe deve iniciar-se desde o momento da concepção. A qualidade desse vínculo imprime marcas no desenvolvimento da personalidade de uma pessoa e nas relações que esse vem a estabelecer com o mundo que o cerca. Portanto deveria ser questão primordial nos projetos de desenvolvimento da saúde pública, pois esse cuidado no início da vida, além de gerar ganhos imediatos para a promoção da saúde infantil, proporcionará benefícios em longo prazo para a sociedade como um todo. Se nada fizermos, os bebes de hoje, dentro de 15 ou 20 anos, estarão aumentando o contingente de presos e bandidos nas ruas. A personalidade se forma da concepção aos seis anos de idade, portanto é nessa fase é de extrema importância para prevenir distúrbios da personalidade.

 

 O desejo, mesmo que inconsciente, de ter um bebe é a predisposição para o vinculo. Se a gravidez não foi planejada ou desejada aceitação é necessária para que se inicie o processo de formação do vinculo. A historia familiar da mãe, condição econômica, ambiente familiar, sua relação com a própria mãe e com o pai da criança, influenciam na aceitação da gestação e o tipo de vinculo que se irá estabelecer entre mãe e feto. O vinculo negativo no inicio pode se transformar em positivo posteriormente, através de algumas intervenções como trabalho com grupos em que são realizadas atividades de relaxamento, automassagem, cantigas de ninar, falar de sentimentos, amenizar duvida que a gestante tenha sobre gravidez, alimentação, cuidados com o bebe, etc.

 

Donald Winnicott, importante psiquiatra e psicanalista inglês, dedicado aos estudos do bebe e sua mãe, definiu holding como “a provisão ambiental fornecida pela mãe que permite ao bebe a experiência de confiabilidade”. Uma das frases famosas dele é “não existe essa coisa chamada bebe”, querendo dizer que não há uma criança sem uma mãe (que não precisa ser necessariamente a que deu a luz).  De acordo com sua teoria a “mãe suficientemente boa” é aquela que percebe as necessidades do seu bebe, respondendo adequadamente e saciando o desconforto sentido.

Filomena Nunes Ruston - Psicóloga e Psicoterapeuta-CRP 06/87080

Fonte: WWW.FMCSV.org.br – A importância dos Vínculos Familiares na primeira Infância

 

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